Atricon e Banco Mundial debatem parceria para programas estratégicos

O presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Edilson Silva, participou de reunião, nesta quinta-feira (27), com o gerente de Governança do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, Joseph Mubiru Kizito, em Brasília. Na pauta do encontro estiveram tratativas sobre o apoio do Banco Mundial a programas estratégicos da Atricon, bem como definições acerca dos próximos passos da parceria, que será procedida por meio de produtos específicos.

No radar das entidades está a realização de um mapeamento das oportunidades de interação entre controle externo e interno, reunindo boas práticas que são referências no Brasil e no mundo. O resultado deste levantamento vai auxiliar na criação de um manual de boas práticas que será disseminado entre órgãos de controle.

Outra iniciativa reunindo Atricon e Banco Mundial deverá tratar de assuntos relacionados à mudança climática. Com apoio da instituição financeira internacional, a Associação deverá identificar como o sistema de controle interno pode atuar em parceria com outras iniciativas já existentes para fazer esforços e fomentar o engajamento em aspectos de mudança climática.

Durante o encontro, o presidente da Atricon informou que a entidade já trabalha com 45 projetos em seu planejamento estratégico. Segundo ele, todos visam a melhoria da administração pública. “Temos o foco no gestor. Querermos ser parceiros dos gestores a fim de prevenir os gastos desnecessários”, afirmou. “É uma mudança de paradigmas. Não que vamos deixar de fiscalizar, mas ao trabalharmos de mãos dadas com as gestões, estamos mandando um recado e a população já começou a entender isso”.

Sobre o projeto que visa a interação entre controle externo e controle interno, Edilson Silva foi enfático. “Não há controle externo sem o controle interno. Temos de trabalhar bem internamente para oferecermos ferramentas que possibilitem a todos um controle externo eficaz”, disse, ao mencionar o Programa Nacional Transparência Pública (PNTP).

O gerente Governança do Banco Mundial revelou que o Brasil é uma referência para países como Angola e Moçambique, que olham para o país em busca de ideias e de soluções para problemas que têm em comum. “Essa colaboração em um estudo sobre os laços entre o controle externo e o controle interno pode ser um outro exemplo de trabalho bem sucedido”, afirmou. “Podemos ajudar em parcerias que levem ao bom uso dos recursos públicos”.

Joseph Kizito disse, ainda, que os TCs poderiam fazer mais uso de tecnologia em seu cotidiano, como já ocorrem em outros países da América do Sul. “No Chile, o uso de inteligência artificial ajudou a descobrir fraudes em contratos e desvios de recursos públicos”, exemplificou.

Ao final da reunião, considerada exitosa pelo presidente Edilson Silva, a instituição financeira se colocou à disposição do Sistema Tribunais de Contas do Brasil para que os processos sejam executados.