Atricon rebate editorial da Folha de S.Paulo e defende modelo dos Tribunais de Contas

A Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) manifestou-se formalmente em resposta ao editorial do jornal Folha de S.Paulo publicado no último dia 16 de abril, intitulado “Politicagem contamina os Tribunais de Contas”. O texto do periódico criticava o sistema de controle externo brasileiro e sugeria que a composição das Cortes de Contas seria um obstáculo a um melhor desempenho institucional.

Em nota encaminhada ao jornal, o presidente da Atricon, Edilson Silva, rebateu as críticas e reafirmou o papel estratégico dos Tribunais de Contas no equilíbrio da República. “Os Tribunais de Contas brasileiros foram estruturados justamente para equilibrar conhecimento técnico e experiência prática em gestão pública — combinação indispensável para compreender a complexidade da administração e exercer um controle efetivo, responsável e aderente ao interesse público”, destacou.

O presidente classificou como “simplificadora” a postura da Folha no editorial que opõs, de formas rasa, técnica e política. Para ele, reduzir o debate a essa falsa dicotomia empobrece a discussão e deslegitima um sistema essencial ao funcionamento da democracia brasileira.

“Mais do que uma crítica simplificadora, é preciso reconhecer que a efetividade do controle não decorre de rótulos, mas da capacidade institucional de prevenir falhas, corrigir desvios e orientar a boa gestão. Nosso compromisso é claro: chegar antes do desperdício do dinheiro público”, afirmou Edilson Silva.

Ao final, o Edilson ressaltou que o que se exige do debate público não é “simplificação retórica”, mas o fortalecimento responsável das instituições de controle.

A Atricon segue à disposição para o diálogo qualificado sobre o aperfeiçoamento do sistema de controle externo brasileiro, reafirmando seu compromisso com a transparência, a eficiência e a defesa do interesse público.

A seguir, o Editorial da Folha do dia 16.04.2026