Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil

Agenda do Controle

Decisão do CNMP de vincular MPC será analisada por jurista na reunião do Conselho Deliberativo

O jurista Luciano Ferraz representa o TCE-RR e a Atricon em processo no STF

A reunião do Conselho Deliberativo da Atricon, marcada para o dia 10 de setembro, em Brasília, será aberta com uma exposição sobre os instrumentos jurídicos possíveis de serem adotados e o arrazoado a ser apresentado caso a Associação dos Membros de Tribunais de Contas do Brasil opte por ingressar no Supremo Tribunal Federal contra a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, que decidiu vincular à sua jurisdição e fiscalização ao Ministério Público junto aos Tribunais de Contas. Essa decisão é contrária ao atual entendimento do STF.

A exposição será feita pelo jurista Luciano Ferraz, que representa o TCE-RR e a Atricon em processo no STF. Nessa ação, foi questionada a constitucionalidade de Lei Estadual de Roraima que desvinculou o MPC da estrutura do Tribunal de Contas. “Pretendo traçar um paralelo entre as questões discutidas na ADI 4725/RR e na decisão do CNMP e também sobre como esta decisão pode ser questionada”, explicou o jurista.

LIGAÇÃO DISCIPLINAR – Segundo Luciano Ferraz, pelo atual entendimento do Supremo Tribunal Federal, a ligação física e disciplinar do Ministério Público junto aos Tribunais de Contas não resguarda amparo para a decisão do CNMP. 

O jurista lembrou que em sua mais recente decisão, o STF tratou do espaço de autonomia que a Constituição Federal confere aos órgãos ministeriais junto às Cortes de Contas, usando até mesmo a expressão “parte da intimidade estrutural” dos TCs para localizar o MPC. Porém, para o jurista, não se pode desprezar uma “mutação constitucional e uma evolução no entendimento do Supremo Tribunal Federal”.

 Por isso, para ele, o momento atual também revela a oportunidade de se avaliar um posicionamento consequente dos Tribunais de Contas na mesma toada da decisão do Conselho Federal do Ministério Público.

O que também precisa ser pacificado para evitar futuras discussões judiciais, conforme Luciano Ferraz, é quanto às hipóteses de manejo processual por esse específico órgão ministerial. O Ministério Público junto aos Tribunais de Contas não pode atuar como o MP tradicional e levar as questões para a esfera judicial, assinala. “O Tribunal de Contas é o seu lugar processual”.

Mais recentes

Avança diálogo com TCU e STJ para construção de parceria institucional

PNTP reúne técnicos de Tribunais de Contas em Maceió para Semana da Garantia da Qualidade

Região Sudeste: Capacitação de quantificação de benefícios dos TCs está com inscrições abertas

Auditores visitam municípios para fiscalizar condições de funcionamento dos serviços de assistência social

Atricon — Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil

Portaria 63/2026

Leia também

Avança diálogo com TCU e STJ para construção de parceria institucional

Um encontro, realizado na sede do STJ, em Brasília, teve como foco o fortalecimento da cooperação entre as instituições e a construção de iniciativas conjuntas.

PNTP reúne técnicos de Tribunais de Contas em Maceió para Semana da Garantia da Qualidade

Cerca de 70 técnicos de Tribunais de Contas de todo o país estiveram reunidos no TCE-AL para a Semana da Garantia da Qualidade.

Região Sudeste: Capacitação de quantificação de benefícios dos TCs está com inscrições abertas

Seguem abertas as inscrições para a quinta etapa das capacitações regionais dedicadas à mensuração de benefícios gerados a partir das ações de controle externo, que acontecerá na Região Suedeste do país, de 29 de setembro a 1º de outubro, na sede do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCMRio)