Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil

Agenda do Controle

Presidente da Atricon diz que TC devem atuar no fomento ao controle social

“O Brasil não precisaria de uma Lei da Ficha Limpa se o controle social fosse mais efetivo”, disse o presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (ATRICON), conselheiro Antonio Joaquim (TCE-MT), ao participar da abertura da Conferência Estadual sobre Transparência e Controle Social (Consocial). Para ele, a atuação vigilante do cidadão terá mais resultado que o uso da legislação que veda a participação de gestores com condenação transitada em julgado em futuras eleições. “Os Tribunais de Contas devem atuar fomentando o controle social”, ponderou.

A 1ª Consocial está sendo realizada no auditório da Escola Superior de Contas e elegerá delegados de Mato Grosso para a Conferência Nacional que ocorrerá no mês de maio, em Brasília. Na semana passada, em reunião com o ministro chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, o conselheiro manifestou a intenção de a ATRICON colaborar na organização do encontro nacional, além de assegurar a presença da entidade na conferência.

Antonio Joaquim observou que em praticamente todos os Estados brasileiros os Tribunais de Contas atuaram na organização ou participaram das conferências estaduais. Em Mato Grosso, o TCE-MT apoiou a Auditoria Geral do Estado (AGE) e a representação estadual da CGU na organização das conferências municipais e estadual – a Consocial termina na quarta-feira (21/03) e o TCE-MT está oferecendo o auditório e toda a logística.

Para o presidente da ATRICON, as conferências municipais e estaduais representam “uma importante semente para conscientização sobre a necessidade do controle social”. Segundo ele, dois dos principais problemas do Brasil são a indiferença e o analfabetismo político. “As pessoas se comportam como se as coisas que acontecem em sua cidade, em seu Estado ou no nosso país não as afetassem. O lamentável é que isso também ocorre com pessoas graduadas, com formação universitária; pessoas que estudaram, mas na verdade são analfabetos funcionais”, criticou.

Segundo o conselheiro, os Tribunais de Contas têm que cumprir um papel central na consolidação do controle social. “Pela própria natureza, os Tribunais de Contas são os órgãos que mais detém informações sobre a administração pública. Mensalmente recebem balancetes com dados gerais sobre receita, despesa, contratações, licitações, patrimônio de todos os órgãos públicos. Têm, portanto, condições de fomentar o controle social, fornecendo as informações para a sociedade fazer juízo de valor sobre os seus gestores”, explicou. “Não existe controle social sem informação”, acrescentou o conselheiro.

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