Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil

Agenda do Controle

Antonio Joaquim defende criação do CNTC e aprovação da Lei Processual Nacional em audiência

O debate sobre os Tribunais de Contas é mais do que necessário, mas não pode ocorrer desqualificando essas instituição ou excluindo-as dos fóruns de discussão, disse o presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), conselheiro Antonio Joaquim, em exposição na Comissão Parlamentar de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados.

A audiência pública foi convocada para debater medidas de padronização e fortalecimento dos Tribunais de Contas do Brasil, dos Órgãos Técnicos de Fiscalização e Instrução e do Ministério Público de Contas, por iniciativa da Associação Nacional do Ministério Público de Contas  (Ampcon) e Associação Nacional dos Auditores dos Tribunais de Contas (ANTC). Mas não houve convite a nenhum Tribunal de Contas e a entidades como a Atricon.  A presença só foi garantida porque  a Atricon reagiu e reclamou perante a Comissão Parlamentar.

Para o presidente da Atricon, o foco do debate normalmente circunda sobre a composição e forma de indicação  dos Tribunais de Contas, como se estes fossem os responsáveis diretos por conselheiros que estejam sendo alvo de processos judiciais antes de eles serem indicados. “Devemos cobrar a responsabilidade dos Poderes Legislativo e Executivo nas indicações, pois os Tribunais de Contas não têm governabilidade sobre as escolhas”, ponderou o conselheiro Antonio Joaquim.

A criação do Conselho Nacional dos Tribunais de Contas – o CNTC – foi defendida pelo presidente da Atricon, juntamente  com a aprovação de uma Lei Processual Nacional para julgamento de processos de contas. O conselheiro também observou que não se pode negar o avanço ocorrido nos Tribunais de Contas brasileiros, sendo que pelo menos a metade dos 34 TCs apresenta um bom nível de desempenho.

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