A educação do Brasil em debate no II SINED

“Pensar o presente para construir o futuro”. Com este propósito, está acontecendo em Porto Alegre (RS), desde o início da manhã desta quinta-feira (25), o II Simpósio Nacional de Educação.  O evento é promovido pelo TCE-RS em parceria com a Atricon, o Comitê Técnico de Educação do IRB e a Abracom. Estão reunidos para debater o tema membros do Sistema Tribunais de Contas, educadores, agentes públicos e especialistas na área.

Na solenidade de abertura, para uma plateia expressiva, representantes das instituições envolvidas na realização falaram das suas expectativas. O presidente Fábio Nogueira foi uma das autoridades incumbidas de saudar os presentes e falou do espaço que a Atricon consagra à educação no processo de aperfeiçoamento do Sistema Tribunais de Contas. “Não há horizonte; não há desenvolvimento; não há futuro sem educação”, ressaltou.

De acordo com ele, o Brasil, mais do que em qualquer outra época, precisa ter políticas especiais para atender a sua infância, para preparar e capacitar os seus jovens, para formar novos cientistas. “Somente com reforços e investimento será possível efetivar políticas públicas nessa linha”, finalizou.

O Conselheiro Thiers Vianna Montebello, presidente do TCMRJ e Abracom, abreviou a sua saudação “com uma palavra de amor ao Conselheiro Cezar Miola – presidente do Comitê Técnico de Educação do IRB, coordenador do evento – pelo amor que dedica à educação”.

O Conselheiro Ivan Bonilha, presidente do IRB, também foi sucinto em sua fala, ocasião em que ressaltou o protagonismo do Comitê Técnico de Educação: “é tão grande que não há outra alternativa a não ser conceder-lhe a necessária independência e autonomia”.

O presidente do TCE-RS, Conselheiro Iradir Pietroski fez uma avaliação mais aprofundada acerca dos problemas que a educação brasileira enfrenta. Ele falou de “taxas escandalosas de analfabetismo, de repetência e de evasão escolar” e relatou que a Corte gaúcha executa auditorias operacionais em alguns municípios do Estado para aferir os resultados alcançados com os recursos aplicados na educação.

O Conselheiro Cezar Miola também fez uma incursão nos números que refletem a “tragédia sem voz e sem rosto” e que identificam os problemas educacionais que o Brasil enfrenta. Nesse “quadro inquietante”, falou dos milhões cidadãos analfabetos, das crianças ausentes da escola e da falta de falta de creches na grande maioria dos municípios. Ele finalizou a sua fala com uma frase emblemática: “se achamos a educação cara, experimentemos a ignorância”.

A presença do Controle Externo, apontando caminhos para a solução desses problemas, de acordo com o Conselheiro Miola, se confirma em inúmeras iniciativas como o TCeduca, que monitora o cumprimento das meta do Plano Nacional de Educação (PNE). Com o mesmo perfil, está em curso um curso um projeto que vai identificar boas práticas na educação no ensino fundamental, que serão fonte de inspiração e poderão ser replicadas pelas escolas.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, dedicou sua fala à necessidade de “alinhamento” que, de acordo com ele, deve envolver as instituições para liderar o processo de melhoria da educação brasileira.  Ele destacou que “a falta de transferência de conhecimento para as crianças as afasta do mercado de trabalho, das futuras ofertas de emprego que, hoje em dia, já não preenchidas pela falta de capacidade técnica dos jovens”.

Ascom – Atricon (Ridismar Moraes), em 25 de julho de 2019

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