Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil

Agenda do Controle

Cinquenta e Três Anos de Caminho Compartilhado

José Wagner Praxedes

Toda boa ideia precisa de alguém que a diga em voz alta. Em 1972, no Congresso da Independência, o Conselheiro Nelson Marcondes do Amaral, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, propôs a criação de uma instituição dedicada ao estudo, à pesquisa e ao aperfeiçoamento dos métodos de controle. A semente encontrou terra boa: no ano seguinte, em 12 de outubro de 1973, durante o VII Congresso dos Tribunais de Contas do Brasil, em Belém do Pará, nasceu o Instituto Rui Barbosa.

Veio ao mundo por meio de uma certeza simples: o que um Tribunal aprende pode servir a muitos outros. Conhecimento guardado em gaveta envelhece, todavia, o que circula ganha força e fortalece quem o recebe.

Hoje, aos 53 anos, o IRB é a casa do conhecimento dos Tribunais de Contas. É nela que conselheiros e servidores se encontram para estudar, trocar experiências e acertar o passo. Desse convívio vem uma de suas maiores conquistas: a união de pensamentos. A formação que o Instituto oferece dá unidade às práticas e força às instituições, para que os Tribunais caminhem juntos, sejam do Norte ou do Sul, respeitando o tamanho e a diversidade deste país.

Os temas mudam com o tempo: educação, saúde, primeira infância, sustentabilidade, tecnologia e, agora, inteligência artificial. A pergunta que move o Instituto continua a mesma: como fazer do conhecimento um resultado melhor na vida das pessoas? É na busca por essa resposta, ano após ano, que o controle externo brasileiro se aperfeiçoa e se consolida.

Falo com a memória de quem acompanhou essa caminhada de perto. Desde a gestão do Conselheiro João Féder, estive próximo dos que conduziram o Instituto e pude ver o quanto essa tarefa cobra: dedicação diária e entrega total. Depois dele vieram Salomão Ribas Junior, Severiano Costandrade, Sebastião Helvecio, Ivan Bonilha, Edilberto Pontes e, hoje, Inaldo Araújo. Cada um, a seu modo, fez um excelente trabalho e deixou a sua contribuição. Estendo o reconhecimento aos que vieram antes, os que abriram o caminho quando tudo ainda estava por fazer. Sem o trabalho deles, não haveria estrada para os demais seguirem.

Por isso, deixo meus parabéns aos dirigentes de ontem e de hoje do Instituto Rui Barbosa e a todas as mentes que, juntas, pavimentam a estrada do conhecimento. Graças a esse trabalho, os Tribunais de Contas do Brasil seguem unidos, no rumo das boas práticas e de um controle cada vez mais útil à sociedade.

Que venham muitos outros anos de caminho compartilhado.

José Wagner Praxedes é conselheiro do TCE-TO

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