Garantir que o avanço tecnológico no controle externo ocorra de forma responsável, segura e sustentável foi o foco do encontro da Rede de Secretários de Tecnologia da Informação (Rede STI) da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), realizado nesta quarta-feira (9). Sediada no Instituto Serzedello Corrêa (ISC/TCU) durante o evento Enastic Controle, a reunião reuniu dirigentes da área para debater o fortalecimento da governança de TI e da cibersegurança nos Tribunais de Contas.
Shadow IT é o uso de hardwares, softwares, aplicativos em nuvem ou ferramentas de IA por funcionários sem o conhecimento ou a aprovação do departamento de TI da empresa.
Shadow IA é um subconjunto mais específico e moderno da Shadow IT, focado no uso não autorizado de ferramentas de inteligência artificial generativa, chatbots, copilotos e automações criadas por funcionários.
Com a democratização da Inteligência Artificial (IA) e o avanço de soluções criadas pelas próprias áreas de negócio, a governança passou a ocupar o centro dos debates. Como principal encaminhamento, o colegiado definiu a elaboração de uma carta de recomendação para orientar os TCs na priorização de diretrizes voltadas ao desenvolvimento descentralizado. A medida busca ampliar a capacidade de transformação digital e mitigar riscos de Shadow IT e Shadow IA, assegurando que iniciativas internas sejam transparentes, governadas, seguras e integradas.
O vice-presidente de Tecnologia e Inovação da Atricon, Ricardo Torres, destacou os avanços da transformação digital nos tribunais, o cenário de ameaças digitais e a importância da atuação integrada da Rede.
O encontro também avaliou as entregas planejadas para o biênio 2026-2027, consolidando a visão estratégica de que a inovação no setor público exige sólida governança tecnológica para proteger dados, otimizar recursos e evitar passivos de adoções desestruturadas.
