Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil

Agenda do Controle

Ministro Ayres Brito abre atividades do XXVII Congresso dos TCs do Brasil

Para um auditório lotado de membros dos Tribunais de Contas de todo o Brasil, o ministro emérito do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Brito, proferiu palestra do 3º Curso de Aprimoramento de Membros de Tribunais de Contas – a primeira atividade do XXVII Congresso dos Tribunais de Contas do Brasil.

Além do ministro, compuseram a mesa debatedora o presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), conselheiro Severiano Costandrade; o presidente da Associação dos membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), conselheiro Antonio Joaquim; o presidente do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES), conselheiro Sebastião Carlos Ranna; e o vice-presidente da Associação Brasileira dos Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom), conselheiro Thiers Montebello (TCM-RJ), representando o presidente da entidade conselheiro Francisco Netto (TCM-BA).

O Curso de Aprimoramento para Membros de TCs teve, como tema, “Os Tribunais de Contas e a competência de julgamentos das Contas de Gestão”, assunto discorrido pelo ministro de forma aprofundada. Ao iniciar sua fala, Ayres Brito defendeu o direito como  o principal mecanismo de estruturação da vida coletiva moderna, sem o qual as sociedades não sobreviveriam. “O direito é um sistema de normas de controle social, que tornam possível a convivência humana. É preciso conhecer o direito, mas não só”, afirmou o ministro ao explicar que, para desenvolver corretamente sua função, o jurista deve estender seus conhecimentos a outras ciências.

Gestão

Ayres Britto foi, também, categórico na afirmativa de que o patrimonialismo é um problema histórico, que dificulta a atuação dos Tribunais de Contas de todo o Brasil. Segundo o palestrante, os vícios de corrupção, improbidade, grilagem, vêm se acumulando desde a colonização, e constituem a base dos crimes públicos que hoje devem ser fiscalizados e controlados pelos Tribunais de Contas.

“Os Tribunais de Contas têm o desafio da contracultura, que é fiscalizar o Estado com eficácia e eficiência, e julgá-lo quando necessário. Neste trabalho, combatemos vícios seculares, desfazendo costumes enraizados no Estado e que não nos ajudaram até hoje”, afirmou.

Na opinião do ministro emérito do STF, para um bom funcionamento, o Estado necessita da fiscalização exercida, conjuntamente,  pelos Tribunais de Contas e pelo Poder Legislativo. “É o Tribunal de Contas que, tecnicamente, julga o administrador público, mas quem julga o governo é o parlamento. Ainda assim, o respectivo TC emite uma peça avaliando as gestões patrimonial, financeira e econômica”. E completou: “A interdisciplinariedade é característica do Tribunal de Contas, não de outro órgão. Dizer que os Tribunais de Contas não julgam o executivo é nulificar a constituição, é negar a história do país”, concluiu.

O Congresso

O XXVII Congresso dos Tribunais de Contas do Brasil é uma realização da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), partilhada com o Tribunal de Contas do Espírito Santo, como anfitrião, o Instituto Rui Barbosa (IRB) e a Associação Brasileira dos Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom).

Serviço:

XXVII Congresso dos Tribunais de Contas do Brasil

Quando: 03 a 06 de dezembro

Local: Centro de Convenções de Vitória

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